FOTOS: Capital Inicial na estrada 2026!
- Ton Müller

- 1 de abr.
- 2 min de leitura
Atualizado: 9 de abr.
A estrada voltou a chamar e quando o Capital Inicial atende, não existe meio-termo. É volume no máximo, energia crua e aquela sensação de que o tempo simplesmente não passou. Eu estive lá, atrás da lente, acompanhando um dos shows de aquece para a nova turnê que inicia em Brasília, cidade natal da banda dia 25 de Abril.

Ver Dinho Ouro Preto, Fê, Flávio Lemos, Yves, Nei e Fabiano Carelli no palco, com a mesma entrega visceral de décadas atrás. A proposta elétrica da turnê não é apenas estética — ela é quase um manifesto. É o Capital voltando ao ponto de partida, resgatando a urgência sonora que moldou sua identidade lá no início.

Do meu ponto de vista, como fotógrafo, cada clique carregava algo além da imagem. Havia tensão, suor, luz estourando no palco e uma conexão muito clara entre banda e público. Em certos momentos, parecia que todo mundo ali — inclusive eu — fazia parte da mesma história sendo contada em tempo real. Conheci o som do Capital aos 13 anos de idade na minha primeira banda, e ali, ouvindo aquele acústico fantástico da MTV não larguei mais. Quem diria que na última década estaria fotografando essa turma em várias ocasiões? A vida é doida mesmo.

O repertório ajuda a construir essa ponte entre passado e presente. Quando os primeiros acordes de “Primeiros Erros” ecoam, é impossível não sentir o peso de um clássico. “Natasha”, “A Sua Maneira” e “Fátima” vêm como capítulos obrigatórios dessa narrativa, enquanto as faixas do EP Movimento mostram que a banda não está apenas revisitando sua história, mas sim, está escrevendo novos trechos com a mesma intensidade.

O nome da turnê não poderia ser mais simbólico. Além de ser a principal faixa que uniu o grupo na transição do Aborto Elétrico para o Capital Inicial, "Música Urbana" carrega a memória do movimento que nasceu em Brasília nos anos 80, um verdadeiro marco cultural que revelou bandas como Legião Urbana e Plebe Rude. Há um respeito claro por esse legado — e, ao mesmo tempo, uma reafirmação de que ele continua vivo.

Fotografar esse momento foi mais do que registrar um show. Foi testemunhar uma banda que entende exatamente quem é, de onde veio e, principalmente, por que ainda está aqui. E quando as luzes se apagam e o último acorde silencia, fica a certeza: o Capital Inicial não apenas voltou à estrada — ele nunca saiu dela.
A agenda de shows está no site oficial da banda: https://www.capitalinicial.com.br/


























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