• Ton Müller

PROSTITUIÇÃO FOTOGRÁFICA: ELA ESTÁ CADA VEZ MAIS PRESENTE!

Nota do autor: Este post tem o intuito de guiar muitos fotógrafos que estão iniciando, com o entendimento para não quebrarem a cara. Tudo é muito lindo quando aparecem várias sessões e eventos, principalmente quando se é jovem. Mas, quando o equipamento começa a apresentar problemas, manutenção, renovação de material, aluguel e outras contas, sem contar nos problemas de saúde relacionados a horas e horas na frende do pc editando, tudo isso é cobrado, então você terá de saber: Valeu a pena se prostituir?


Noventa por cento das pequenas empresas falham dentro dos primeiros dois anos. Com poucas exceções, trabalhar de graça (ou quase) é o caminho mais rápido para os fotógrafos freelance para fazer parte destes 90%.

Infelizmente estamos cheios de colegas “profissionais” que fazem isso, (ou parte) prostituem o seu trabalho.


“Ahh, é que estou começando agora, sou inferior, não tenho nome, não tenho tanto equipamentos assim.”

Resposta: A cerveja daquele bar “chechelento” e fedido custa o mesmo valor em um bar oficial da cerveja.


“Ahh, mas meu concorrente faz isso. “

Resposta: Sim e daí? Você tem base do seu trabalho no preço do cara ao lado?


Então amigo(a), NÃO SE PROSTITUA! Pense em tudo que você ralou para conquistar no seu ramo profissional (Se é que Ralou).

Se quiser fazer de graça, faça por hobby, sem tomar lugar de profissionais. Se pretende trabalhar sem cobrar, leia este texto e pense se está fazendo a escolha conscientemente ou apenas deixando-se levar:


Aqui estão algumas poucas desculpas que eu ouvi para trabalhar de graça ou se prostituir, junto com as minhas respostas:


Todo trabalho de fotografia que eu já consegui foi através do boca-a-boca – muitas vezes porque eu fiz algo gratuitamente na primeira vez.

Certo, de boca em boca. Como em “Ei, eu conheço este fotógrafo que vai clicar de graça…” Parabéns! Você acabou de se tornar conhecido em toda a cidade como o cara que não espera ser pago por seu trabalho. Talvez, se você tiver sorte, você vai mesmo começar um cliente que se ofereça para comprar seu almoço.


Eu tenho feito alguns retratos gratuitos de amigos para me divertir, para usarem como suas fotos do perfil do Facebook. Quando as pessoas virem as minhas fotos no Facebook, vou expandir minha rede de contatos, o que pode me levar a empregos.

Não, ele vai levar a mais pedidos para tirar fotos “por diversão” – de amigos, amigos de amigos, em seguida, em seguida, as pessoas que simplesmente não querem pagar para ter seus retratos. E você vai estar fazendo muitos novos amigos entre os retratistas profissionais cujos meios de subsistência que são prejudiciais. Rede feliz!


Eu fiz alguns trabalhos de alto perfil de graça, e agora tenho fotos publicadas nas principais revistas com um crédito da foto.

“Vai trabalhar pelo crédito da foto” é uma das mentalidades mais asininas entre fotógrafos de hoje. Você não está ajudando ninguém, inclusive você mesmo. Tudo o que você está fazendo é matar oportunidades editoriais para os outros.


Uma vez que eu parei de me preocupar com a cobrança de ensaios, tive ofertas e demandas chegando para mim de todas as direções. Eu quero que as minhas fotos beneficiem o mundo e ajudem outras pessoas. Não é sobre o dinheiro.

Claro que você tem “ofertas e pedidos” que chegam para você de todas as direções. Assim faz a garota bêbada no clube que pula sobre o balcão de carvalho escorregadio com uma saia curta e sem calcinha e diz: “Se você vir qualquer coisa que você queira, eu vou estar nos fundos oferecendo-o de graça.” Você está surpreso que uma fila forme-se imediatamente? Então, você quer “ajudar outras pessoas.” Que tal ajudar aqueles que ganham a vida produzindo fotografias não cobrando menos que eles? Essa é a melhor maneira de garantir que grandes fotografias continuem a beneficiar o mundo.


Via www.fotografia-dg.com


© 2020 Copyright Ton Müller FOTÓGRAFO

Fotografo de sessões femininas, eventos especiais, shows internacionais e mais.